O deputado federal Danilo Forte (União-CE) fez um apelo por ações imediatas em prol do agronegócio brasileiro durante o seminário “A Geopolítica do Agronegócio”, realizado na segunda-feira, 23, em São Paulo. No evento, promovido pelo escritório Modesto Carvalhosa, Kuyven e Ronco Advogados no Rosewood Hotel, ele destacou que as condições que posicionaram o Brasil como líder mundial no setor mudaram drasticamente.
Forte apontou mudanças no cenário internacional, como as guerras no Irã e Ucrânia, investimentos chineses em terras brasileiras, o tarifaço americano, o renascimento da Doutrina Monroe e o acordo Mercosul-UE, como fatores que alteram os desafios do agro. “Eu sou de uma região muito pobre lá do interior do Ceará, em que temos uma mina de urânio, que tem fosfato junto, que sozinha supre a necessidade de fosfato de importação da Rússia e da Ucrânia […] e ninguém consegue explorá-la.”, afirmou o parlamentar.
O seminário reuniu lideranças como a senadora Tereza Cristina, o presidenciável Aldo Rebelo e o professor Modesto Carvalhosa. Forte elogiou a iniciativa do escritório e criticou a omissão acadêmica nos grandes temas nacionais, defendendo um Congresso renovado e mais sintonizado com o país.Transição Energética no Foco
O deputado cearense cobrou avanços na transição energética, essencial para o agro: ” Eu me preocupo muito com a questão da transição energética, que tem que estar casada com o setor da água e que, praticamente, nesse governo, estagnou, paralisou. […] Na medida em que a gente viu, semana passada, um leilão de capacitação energética de reserva e que privilegiou o setor emissor de carbono”. Ele criticou um leilão recente que priorizou térmicas emissoras de carbono em detrimento de fontes renováveis, em meio a desafios como a guerra global.





