Durante sua participação no 15º LIDE Brazil Investment Forum, em Nova York, o deputado federal Danilo Forte protagonizou um dos discursos mais duros do evento ao criticar a política energética brasileira e, em especial, o leilão da LRCAP 2026 (Leilão de Reserva de Capacidade).
Diante de empresários, investidores e autoridades internacionais, Forte afirmou que o Brasil corre o risco de desperdiçar uma oportunidade histórica de liderança global em energia limpa. O modelo do leilão representa um prejuízo bilionário para os cofres públicos e pode encarecer a conta de energia.
Segundo o parlamentar, o país vive um momento único, com vantagens competitivas raras no cenário global, como abundância de recursos naturais e matriz energética limpa. No entanto, decisões recentes estariam indo na contramão desse potencial. “O mundo precisa de soluções, e o Brasil tem essas soluções. Mas estamos fazendo escolhas que nos fazem retroceder”, afirmou.
Críticas ao setor energético
O principal alvo do discurso foi o leilão da LRCAP 2026, que, segundo Forte, prioriza fontes fósseis como gás e carvão em detrimento das energias renováveis.
Ele classificou a medida como um “disparate” e alertou que a decisão pode afastar investimentos internacionais, especialmente em áreas estratégicas como data centers e infraestrutura digital, que dependem de energia limpa.
Além disso, o deputado destacou impactos diretos já visíveis:
* Paralisação de 497 empreendimentos de energia renovável no Nordeste
* Mais de 20 mil empregos perdidos apenas no Ceará
* Redução do ritmo de expansão das fontes solar e eólica
Para Forte, o Brasil estaria “ressuscitando a energia do passado” em um momento em que o mundo avança rapidamente rumo à descarbonização.
O parlamentar alerta, também, que o modelo do leilão pode gerar um impacto financeiro gigantesco para o país, chegando a classificar o processo como um “roubo de R$500 bilhões”. Valor que, segundo ele, representa custos adicionais e distorções que podem recair sobre consumidores e investidores ao longo dos anos.
A declaração elevou a temperatura do debate no evento e reforçou a crítica de que decisões regulatórias mal estruturadas podem comprometer a competitividade brasileira no cenário global.
Encerrando sua participação, Forte fez um apelo direto aos parlamentares e lideranças brasileiras para barrar a homologação do leilão e reorientar a política energética.
“O tempo é agora. O mundo está ávido por soluções, e o Brasil pode ser protagonista — mas precisa fazer as escolhas certas”, concluiu.




