Neste terça-feira (28), o Deputado Federal Danilo Forte realizou uma audiência pública, em Brasília, para discutir sobre o Leilão de reserva de capacidade no setor elétrico brasileiro. Devido à subida abrupta de preço, às vésperas do leilão, e com várias deficiências técnicas, o objetivo dessa reserva de energia é garantir segurança em tempo real, minimizando o custo e o impacto ambiental do setor em momentos de alta demanda. Segundo o Deputado Danilo Forte, “nós temos água e sol de graça no nordeste, mas o Governo prefere importar carvão da Colômbia para produção energética”. O parlamentar, em outros momentos, chegou a questionar o compromisso assumido pelo Governo Brasileiro na COP 30 e com a transição energética.
O desafio apresentado é que o modelo utilizado atualmente pelos leilões possui um sistema de contratação de usinas termelétricas de valores altos e que utilizam combustíveis como gás, óleo ou carvão. A consequência disso é o alto custo na operação dessa matriz energética, gerando um custo expressivo na conta do consumidor.
Uma outra questão que gera instabilidade é a falta de previsibilidade nas regras. Ou seja, quando o governo altera as regras dos leilões, há um aumento da insegurança por parte dos investidores. E, quando há insegurança, o investimento no setor fica mais caro. O aumento desse custo também acaba sendo repassado para a conta de energia.
Destaca-se, ainda, a relevância de discutir sobre os leilões de armazenamento de energia, como o caso das baterias. Esse tipo de tecnologia permite guardar energia gerada por fontes renováveis, a exemplo, da energia solar e da eólica, para serem utilizadas na falta do sol ou do vento. Isso torna o sistema elétrico mais seguro, moderno e menos dependente de usinas poluentes e de alto custo. O Deputado Danilo Forte explica que “desde a crise de 2021, quando nós tivemos aquela crise hídrica e veio os primeiros apagões, se tenta programar um processo de alavancagem da energia no país, dentro de uma pauta anteriormente construída, que priorizava exatamente a agenda do mundo, por energia limpa, energia renovável, com baixa emissão de carbono, no combate ao aquecimento global. E o Brasil se incorporou a esse discurso”.





